A reportagem do PB acontece teve acesso a fontes que revelam um “esquema pesado” de compra de votos que está sendo preparado pela coligação “Paraíba Unida”, encabeçada pelo governador José Maranhão (PMDB), candidato à reeleição, para as últimas 24 horas que antecedem as eleições deste segundo turno, neste domingo (31/10).
Nada menos que seis helicópteros, semelhantes ao que foi apreendido pela Polícia Federal, no aeroporto de Patos, na noite desta quarta-feira (27/10), e mais cinco aviões de pequeno porte já foram providenciados para levar ao interior do Estado uma quantia - em dinheiro vivo e trocado – estimada em R$ 50 milhões, além de milhares de panfletos difamatórios contra Ricardo Coutinho (PSB), candidato da coligação “Uma Nova Paraíba”.
O dinheiro, segundo essas fontes, será distribuído a prefeitos e outras lideranças políticas na noite desta sexta-feira (19/10), em locais ainda a serem definidos em João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos e Cajazeiras.
Nestas cidades, que polarizam as regiões geopolíticas do Estado, uma liderança “de peso” – todas sob o comando do deputado federal Wellington Roberto (PR), coordenador geral da campanha “maranhista” – encaminhará a distribuição orientará o destino do dinheiro e dos panfletos.
Os pilotos dos aviões e helicópteros estão sendo orientados para pousar em locais onde não possam ser interceptados por agentes da Polícia Federal. A distribuição do “material” tem que ser rápida e eficiente, de forma a que não haja perigo de apreensão das provas do crime eleitoral.
Segundo as fontes acessadas pelo PBacontece. Nenhuma aeronave poderá pousar nos aeroportos de Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras e Araruna, onde poderiam ser interceptadas pelos agentes da PF. A orientação é de que seja utilizadas pistas de emergência, a exemplo de campos de pelada e pastos de gado.
A maior parte das aeronaves teria sido locada em Recife (PE) e Natal (RN), mas algumas delas são de propriedade de integrantes e empresários “colaboradores” da coligação “Paraíba Unida”. Pelo menos dois aviões pertencem ao deputado federal Wilson Santiago (PMDB), que este ano ficou na terceira colocação na disputa pelo Senado Federal.
Os coordenadores da campanha “maranhista” apostam na eficiência de operação, que é considerada crucial para “virar o jogo” nos acréscimos e ganhar a eleição deste domingo. O baixo contingente de pessoal de PF e a estrutura deficiente da corporação no Estado viabilizam o sucesso deste esquema criminoso de compra de votos.
A própria Polícia Federal admite a falta da estrutura para coibir a incidência de crimes eleitorais desta natureza, sobretudo porque a operação que está sendo montada é subdivida em municípios que polarizam as regiões do Estado.
Se já foi muito difícil rastrear e capturar o helicóptero que passou o dia de ontem distribuindo panfletos apócrifos por todo o Estado, imagem o problema que vai ser enfrentar a ação de coordenada e cirurgicamente planejada de 11 aeronaves, entre aviões de pequeno porte e helicópteros.
A Polícia Federal precisa, urgentemente, encontrar um meio de tentar abortar a operação em curso. Caso contrário, o pleito deste ano na Paraíba será o mais corrompido de toda a história política do Estado.

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