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quinta-feira, 28 de outubro de 2010


A nova face da PEC 300 e o debate inevitável

Maranhão e Ricardo voltam a se enfrentar nesta quinta num debate decisivo na Cabo Branco
Maranhão e Ricardo voltam a se enfrentar nesta quinta num debate decisivo na Cabo Branco

A “PEC” pegou. É o que se escuta nos quartéis e nas delegacias. Não se pode afirmar que em 100%. Mas pegou. Ao ser aprovada pela Assembleia Legislativa,virou lei e, na visão dos policiais, virou um direito adquirido. Mexer nele já significa “cortar salários”.
 
Por isso que não é difícil prever que o tema voltará à pauta no debate de hoje na TV Cabo Branco. E pela boca de José Maranhão.
 
Que perguntará a Ricardo Coutinho: “Candidato, o senhor tem dito que a PEC 300 é eleitoreira e irresponsável do ponto de vista orçamentário, tanto que os seus deputados não foram votá-la. Mas ela, mesmo assim, foi aprovada. O Senhor, se eleito, pretende cumpri-la?”.
 
Suspense. A pergunta prevê encruzilhada para Ricardo. Para os policiais, defender que as finanças do Estado não tem condições de arcar com a proposta é o mesmo que dizer “vocês não merecem o aumento”. Embora não seja isso.
 
Maranhão não goza de bom histórico com os policiais militares. Tanto que eles votaram, segundo se fala nos quartéis e delegacias, majoritariamente em Ricardo no primeiro turno. Mas a ação do presente perdoa o mal do passado.
 
E é exatamente aí que mora o perigo. No primeiro turno, a categoria policial votou em Ricardo Coutinho alegava que Maranhão, favorito nas pesquisas, acho que poderia ganhar sem o apoio dos policiais. Agora, eles acham que é Ricardo que quer ganhar sem as polícias.
 
Por isso que o mais conveniente para Ricardo é entender que, apesar de eleitoreira e irresponsável, a PEC virou lei. E, portanto, é preciso tratá-la como tal, chamando à responsabilidade para a “equipe econômica de campanha” a fim de garantir que ela será cumprida.
 
A senha foi dada por Major Fábio, ao reafirmar disposição em votar no ex-prefeito para governador; “Não importa quem sugeriu, importa é quem vai cumpri-la”. A meu ver, Ricardo tinha que dizer que continua achando a proposta eleitoreira, mas que agora a Assebleia tansformou em lei. E que ele, vindo do legislativo, saberá respeitar as decisões soberarandas do plenário, achando-as correta ou não. E, a partir daí, envidar todos os esforços para que o Estado possa cumprí-la na sua integralidade.
 
O outro caminho é manter a tese da irresponsabilidade orçamentária da lei, sem prometer algo em troca. E pagar pra ver.

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