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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Traficante preso em Campina Grande há anos desequilibra eleições na cidade

O traficante Francisco de Assis Clemente, “Passim”, preso ontem pela Policia Federal em Campina Grande, com remédios, contas de luz e água e  mil títulos eleitorais, há anos  vem desequilibrando as eleições na região periférica daquela cidade. 

Chefe de tráfico, responsável por alguns homicídios, “Passim” impõe o terror nos bairros e até quando está preso consegue comandar a bandidagem que lhe serve nas mais variadas ações, que vão do tráfico de drogas, a assaltos e homicídios.

Na campanha municipal de 2008, mesmo preso, ele “avermelhou” pelo medo localidades como Jeremias, Araxá e Jardim Continental, ordenando, através de seus asseclas, voto para o candidato que o contratou. Quem não votasse, se daria mal, já que o esquema exerce uma fiscalização própria nas áreas que atemoriza os moradores a não contrariar as ordens. Igualmente, quem faz campanha para adversários não tem acesso às localidades sob a sua jurisdição. E romper essa barreira não é fácil, vez que nem a Policia vinha conseguindo.

Para se ter uma idéia de seu poder e sua influência junto a   alguns políticos em Campina Grande, há informação  de que ele foi o responsável pela queda recente do  comandante do II BPM, sediado naquela cidade. "Os policiais estavam atrapalhando o seu trabalho", revela um morador.
“Passim” é conhecido “cabo eleitoral” que convence pela arma e não admite contestações. E não trabalha de graça!

A Policia Federal chegou até ele quando investigava a morte do ex-presidiário Anderson Alves, assassinado na manhã de hoje. Ao chegar na casa do acusado, a polícia encontrou o material  que foi apreendido. Francisco de Assis Clemente, segundo a Polícia Federal, além de ser acusado do homicídio, também comandaria o tráfico de drogas no bairro do Jeremias.

“Passim” encontra-se recolhido à carceragem da Policia Federal em Campina, por ter sido preso em fragrante. O delegado que coordenou a prisão, Francisco Leônidas Gomes, não revelou a quem pertencia o material de propaganda encontrado com o traficante.Todavia, pelos “bons trabalhos” prestados a determinado politico campinense, na cidade ninguém tem dúvida a serviço de quem “Passim”, de arma em punho, estava pedindo voto no seu “pedaço”.

Em 2008, a Policia prendeu “Passim” numa manha de domingo, no campo  do “Raposinha”, sob a acusação de tráfico, já que em seu poder foram apreendidos 200 gramas de crack.  Na época já era considerado, pela Policia, como o principal fornecedor de crack e maconha para os pontos de vendas drogas cidade. Ele também abastecia as cidades de Pocinhos, Lagoa Seca, Puxinanã e Esperança.

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