Ninguém se elege por causa de um fator apenas. Há um somatório de coisas que faz um candidato vencedor nas urnas. A eleição de Ricardo Coutinho como governador da Paraíba não foge à regra. Há várias formas de justificar sua vitória.
Desde a sua trajetória política à aliança com Cássio, do sucesso da gestão em João Pessoa à vontade do povo em mudar, Ricardo Coutinho construiu uma das mais surpreendentes vitórias que a Paraíba já registrou em disputas ao governo.
Não o fez sozinho, claro. Solidão completa não é próprio dos líderes. Em meio a um mar de anônimos, portanto, emerge a figura de um aliado que foi extramamente importante em todo processo.
Ex-secretário de Ricardo na prefeitura de João Pessoa, o jornalista Nonato Bandeira também deixou sua pegada no rastro dessa trajetória vitoriosa.
Pouco afeito à aparição pública e à badalação política-social, era difícil vê-lo numa foto com Ricardo Coutinho. Quase não apareceu nos comícios, passeatas, carreatas. Quase não viajou pelo interior.
Foi um gigante dos bastidores. Durante toda a campanha, Bandeira não parou de pensar um minuto sequer em como atalhar o caminho da vitória. Tinha uma confiança tão grande nela que servia para estimular o próprio Ricardo Coutinho.
E de tanto confiar passou, além de definir, discutir e ordenar praticamente todas as estratégias de campanha, Nonato Bandeira passou a ser uma espécie de "psicólogo" do grupo. Um terapeuta da motivação.
A cada pesquisa divulgada apontando a derrota de Ricardo Coutinho, era Nonato Bandeira que corria pra não desanaminar a tropa.
Falava de números internos melhores, xingava as pesquisas oficiais, cobrava ações do jurídico, reação dos políticos. Aperriava-se sozinho por Ricardo.
O governador eleito confessou que a campanha e a pré-campanha foram marcadas por alguns "momentos de solidão". Referia-se, certamente, aos momentos de crise em que apenas ele próprio e Nonato, diante de um exército aparentemente poderoso, seguravam a bandeira de luta. Bandeira essa que foi erguida por 1.079.164 votos no último domingo.

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