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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O novo governo e o surgimento de novas práticas

O novo governo e o surgimento de novas práticas
Quem tem medo de novos tempos?
O governador eleito Ricardo Coutinho, pelo que tem demonstrado nas suas entrevistas após a vitória, deixa claro e bastante evidente, que pretende introduzir novos costumes na condução administrativa do estado.
Tem ressaltado, com bastante convicção, que não fará um governo de compadrio e que pretende governar a Paraíba com o sentimento voltado para o bem comum, introduzindo metas que em vez de beneficiar uma pequena parcela, permitam o surgimento de resultados positivos para todos os paraibanos.
Ao afirmar que só nomeará para cargos estratégicos do estado pessoas qualificadas e identificadas com o perfil administrativo que pretende introduzir na gestão pública, deixou escapar que aquelas “figurinhas carimbadas” que participam de todos os governos, seja ele quem for, desta vez, serão obrigadas a se recolher já que não terão participação efetiva em seu futuro governo.
Disse que fará um governo político, que governará com as forças que lhe apoiaram. Mas, deixou acentuado, que solicitará das lideranças,  que as indicados devam possuir honorabilidade, capacidade administrativa, tenham agilidade no cumprimento das metas estabelecidas e que se identifiquem com seu perfil de governar.
E foi mais além: ressaltou que apenas ele e o vice-governador eleito Rômulo Gouveia, terão estabilidade no governo, já que foram eleitos para um mandato de quatro anos. Os demais só permanecerão à frente dos cargos até o momento em que estejam cumprindo com as suas obrigações.
Também deixou nas estrelinhas que irá introduzir na vida pública pessoas com novos perfis a exemplo do que fez na Prefeitura Municipal de João Pessoa. Que irá buscar nas universidades e na comunidade científica novos talentos, que permitam inovar à frente dos destinos administrativos do estado.
Em suma, irá em busca de novos talentos que facilitem e agilizem o cumprimento do projeto escolhido pela população, através do voto, no último dia três.
Outro ponto importante ressaltado pelo governador eleito, é a sua disposição em despolitizar, administrativamente, alguns órgãos do estado, a exemplo do Polícia Militar e da Cagepa. São  dois setores fundamentais que não podem ser conduzidos aleatoriamente.
Na PM, deve existir disciplina e respeito aos escalões superiores. A política partidária deve ficar distante da caserna para que se evite os conflitos de hierarquia; que a corporação cumpra com o seu papel constitucional, que é o de proteger o cidadão.
Para que isso ocorra, está disposto a introduzir melhorias salariais e melhores condições de trabalho. Em troca, exigirá respeito e cumprimento de metas e preceitos.
Considera a Cagepa um setor vital da sua administração. Descartou qualquer possibilidade de privatização desse órgão e que irá escolher um técnico da área para administrá-la, a fim de tirá-la do marasmo econômico e do caos administrativo em que se encontra.
Ricardo tem deixado evidente que não tem nenhum plano mirabolante para o Estado. Que não governará com pirotecnia. Aguarda uma transição tranquila e responsável; que os números reais do atual governo lhes sejam fornecidos e que não se faça despesas despropositais nesse final de governo.
Enfim, tem pregado a paz e tem dito que a Paraíba não suporta mais conviver em permanente crise política e que é dever de todos, principalmente daqueles eleitos pelo povo, trabalhar em prol do seu desenvolvimento.
Agora, o importante, é que os paraibanos não temam os novos tempos que virão, fiquem atentos e tenham a capacidade de exigir dos seus representantes ousadia e muito respeito com o bem público.

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