O deputado federal Vital Filho (PMDB), eleito senador pela Paraíba nas últimas eleições, declarou à justiça eleitoral que investiu com “recursos próprios” em sua campanha mais do que todo o seu patrimônio discriminado na “declaração de bens do candidato”. A distorção foi comprovada nesta terça-feira (2), quando ele entregou no último dia de prazo a prestação de contas final da sua candidatura ao Senado Federal.
Vitalzinho, ainda no início da campanha, declarou ter um patrimônio avaliado em R$ 888.842,05, mas ontem disse em sua prestação que apenas com recursos próprios investiu R$ 1.077.969,83. Se as informações apresentadas pelo senador estivessem certas, significaria dizer que ele gastou R$ 189.127,78 a mais do que tudo o que tinha.
O caso do peemedebista é o mais grave entre os principais candidatos ao Senado Federal, mas a prestação de Wilson Santiago (PMDB) também é curiosa. Ele gastou 30,6% de todo o seu patrimônio apenas na campanha. Segundo os dados divulgados no Tribunal Superior Eleitoral, o outro peemedebista da disputa tirou R$ 202.000 de seu patrimônio declarado de R$ 659.809,28.
O ex-governador Cássio Cunha Lima e o senador Efraim Morais (DEM) tiveram distorções bem menores. O candidato derrotado do DEM gastou R$ 585.500 de seu patrimônio declarado de R$ 2.550.576 (22,9%) e o tucano gastou com recursos próprios apenas R$ 51.400 de um patrimônio de R$ 642.654 (8%).
Doações e gastos totais – Com relação às doações de campanha, quem mais conseguiu receber dinheiro entre os principais candidatos ao Senado Federal foi o deputado Vital Filho, que angariou R$ 2.529.769,38. Ele foi seguido por Cássio (R$ 1.271.900), Wilson Santiago (R$ 868.000) e Efraim Morais (R$ 622.200).
Já com relação aos gastos total de campanha, Cássio gastou R$ 3.660.243,13; Vitalzinho gastou R$ 2.979.624,66; Wilson R$ 904.980; e Efraim R$ 682.133.

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