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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

E com relação às críticas da população, eu só mereceria se eu estivesse entregando obras inexistentes”

MARANHAO4_20100616_133846Apesar de ter anunciado que estaria inaugurando várias obras concluídas no final de sua gestão junto ao Governo do Estado, o governador José Maranhão (PMDB) admitiu nesta segunda-feira (27), durante entrevista à imprensa, que não estaria inaugurando obras para imediato funcionamento, a exemplo do que ocorreu com Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, que mesmo entregue por ele no último dia 21, continuará sem atendimento naquele estabelecimento de saúde. Isso porque, ele terá que cumprir uma decisão tomada pelo Ministério Público do Estado (MPPB) que encontrou uma série de irregularidades no local, e com isso, Maranhão estaria sendo bastante criticado pela população prejudicada.
“Eu não anunciei o funcionamento do hospital de Campina Grande, mas sim, anunciei a inauguração e construção do mesmo. E com relação às críticas da população, eu só mereceria se eu estivesse entregando obras inexistentes, fictícias e virtuais”, afirmou ele.
Além do Hospital de Trauma de Campina Grande, que não tem condições de funcionamento, uma vez que foram apontados mais de 100 pontos de irregularidades constatadas durante a inspeção do MPPB, Maranhão já marcou para esta terça-feira (28) a inauguração do aeroporto de Cajazeiras.
Na oportunidade, o governador Maranhão assinará a ordem de serviço para iniciar as obras do terminal de passageiros do Aeroporto Regional. O que significa que o local também não está pronto para receber passageiros, ou seja, também não tem condições de funcionamento.
PolíticaPB

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!!!


Rodrigo Soares e Manoel Júnior são os campeões em apresentar projetos sem importância
O levantamento foi realizado pela Ong Transparência Brasil que classifica as matérias parlamentares em diversas categorias temáticas
ranking_20101222_103033O termômetro que mede o índice de atuação dos deputados mostra que a qualidade dos parlamentares paraibanos está muito abaixo da média. A prova disso é que 78,20% das matérias apresentadas pelos 32 deputados estaduais e 12 federais da Paraíba são consideradas sem relevância. Ao todo, nos últimos quatro anos, foram sugeridos 5.716 projetos na Assembleia Legislativa e Câmara Federal, sendo que 4.470 são irrelevantes.
Na Assembleia Legislativa 81,62% das matérias apresentadas pelos 32 parlamentares, nos últimos quatro anos, são consideradas sem relevância, ou seja, dos 5.394 projetos apresentados, 4.403 são irrelevantes, uma média de 137,6 matérias sem importância para a população por deputado estadual.


Na Câmara Federal o número é menor, porém não menos desolador, 22,8% das matérias dos 12 deputados paraibanos são sem relevância. Em quatro anos os parlamentares paraibanos apresentaram 322 matérias, sendo que 67 foram irrelevantes. Uma média de 5,58 projetos sem importância por deputado federal.
O levantamento foi realizado pela Ong Transparência Brasil que classifica as matérias parlamentares em diversas categorias temáticas. Tais categorias, por sua vez, são divididas em duas classes: sem relevância e outras. As categorias sem relevância são: Homenagens a pessoas e instituições; Batismos de logradouros, salas etc.; Simbologia; Cidades-símbolo, Cidades-irmãs; Pedidos de convocação de sessões solenes e especiais; e Datas comemorativas.
Os campeões em matérias sem relevância na AL
No quesito sem relevância os deputados estaduais e federais da Paraíba bateram verdadeiros recordes. E os campeões em elaborar projetos sem importância para a população são o deputado estadual Rodrigo Soares (PT) e o federal Manoel Júnior (PMDB).
Das 834 matérias apresentadas por Rodrigo Soares nesse últimos quatro anos, 740 são homenagens a pessoas e instituições; batismos de logradouros, salas etc.; simbologia; cidades-símbolo, cidades-irmãs; pedidos de convocação de sessões solenes e especiais; e datas comemorativas. Significa que 88,7% dos projetos apresentados pelo petista foram sem importância para a população.
Outro que também se destaca nesse quesito é o deputado Márcio Roberto (PMDB). Em quatro anos o parlamentar apresentou apenas cinco projetos na Casa de Epitácio Pessoa, sendo que todos eles (100%) são sem relevância para o povo da Paraíba.
O tucano Dinaldo Wanderley é o terceiro no ranking dos que mais apresentaram matérias sem importância para a população. Dos 486 projetos sugeridos por ele na Assembleia Legislativa 450 (92,6%) são sem relevância.
Os campeões em matérias sem relevância na CF
Manoel Júnior (PMDB) foi o campeão em matérias sem relevância na Câmara Federal, ao todo foram 36 dos 97 projetos apresentados por ele na Casa, entre 2007 e 2010, ou seja, 37,1% são considerados irrelevantes para os paraibanos.
Apesar de ter sido o deputado federal que mais apresentou projetos que beneficiariam a Paraíba, 132 ao todo, Vital do Rêgo Filho (PMDB) foi também o segundo parlamentar que mais apresentou matérias irrelevantes na Câmara Federal, 13 no total.
Em terceiro lugar na Câmara Federal está o deputado Rômulo Gouveia (PSDB) com 9 matérias sem relevância das 16 apresentadas.
Nice Almeida
PolíticaPB

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Para evitar constrangimento, advogados de Maranhão desaconselham debate sobre terceiro turno na Paraíba


Num ponto todos concordam. Evitar qualquer debate público sobre “terceiro turno” na Paraíba. É assim que pensa a maioria dos advogados da assessoria jurídica do governador José Maranhão. Diferentemente da postura adotada em 2006, quando não houve reconhecimento oficial da derrota.
 
Sobre tema, inclusive, há quem dentro do próprio jurídico do atual governador aconselhe o PMDB a não insistir com ações eleitorais contra o governador Ricardo Coutinho. Nos bastidores, consideram que o debate jurídico e, especialmente, o político não tem como prosperar.
 
Primeiro em razão do “placar” da decisão, registrando um mar de 150 mil votos de diferença e, consequentemente, um respaldo popular relativamente inquestionável. Depois pela ausência de clima político para tanto. E, por fim, pela incapacidade de considerar que um tribunal vá novamente questionar o mandato de um governador eleito para entregar novamente a Maranhão.
 
Assim, para evitar constrangimento seja no campo jurídico seja no campo popular, advogados que atuaram na campanha de Maranhão tem aconselhado o jurídico do PMDB a desistir de qualquer processo neste sentido.
 
Ícones do jurídico de Maranhão, como o advogado Marcelo Weick, por exemplo, tem apenas em mente o projeto de retomar as atividades profissionais. E pronto.
 
O próprio Tribunal não vai se expor a tal constrangimento.
 
O mais provável, portanto, é que as AIJEs contra Ricardo naveguem silenciosas nas mesas do TRE paraibano, esperando para aportar na ilha do esquecimento.