E é este mesmo enredo que vemos reeditar no início do novo governo.
Afinal, que outra ilação podemos fazer em relação a estas listas que circulam nas redes sociais e às tais notas que pululam na imprensa, nominando e exigindo a navalha afiada sobre servidores e colaboradores do governo antecessor?
Travestido de favor, o fenômeno mostra não exatamente lealdade, mas o desespero de aliados em assegurar espaço debaixo do disputado guarda-chuva governamental.
E o governador Ricardo Coutinho sabe disso. Sua experiência de vida – e familiaridade com os ritos do poder – já o calejaram demais para se deixar hipnotizar pelo canto dos bajuladores.
Podem apostar: ele não cometerá este erro, já experimentado por antecessores que sentaram na mesma cadeira que agora é sua por vontade da maioria dos paraibanos.
Quem conhece o governador sabe que seu entendimento a respeito da caça a bruxas promovida por supostos aliados via de regra trazem prejuízos ao governo, pois muito dos tais “inimigos” são profissionais competentes, com capacidade comprovada e que podem contribuir e muito para as reformas que Ricardo precisa implementar para que a máquina pública opere azeitada.
São metas que – de tão ambiciosas e estratégicas – fazem o olhar do governador mirar acima do muro da mediocridade e da disputa paroquial, tornando inócuas as investidas dos caçadores e suas bruxas.
Desse triste episódios que assistimos neste janeiro de recomeço da governabilidade paraibana resta a constatação de que, o tempo passa, o tempo voa, e as fogueiras da Inquisição ainda não foram suficientemente aplacadas.
Amigo do peito
Após agredir diretamente o secretário de Comunicação do Estado, o Jornalista Nonato Bandeira, o colunista do Clickpb, Maurílio Batista, foi comemorar a repercussão da notinha em um badalado restaurante da capital ao lado do empresário Eduardo Carlos que é dono da Globo na Paraíba.

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