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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Com apenas quatro salas de aula, escola no Valentina tinha 62 prestadores de serviço

 
Um bom jornalismo se faz ouvindo o outro lado. Mas tem coisa que é tão acintosa que nem cabe justificativa. É o caso da quantidade de prestadores de serviço que foram encontrados na Escola Estadual Celestin Malzac, no bairro do Valentina, em João Pessoa.
 
A escola tem apenas quatro salas de aula e tinha exatos 62 prestadores de serviço literalmente “lotados” na instituição. Todos exonerados. Restaram apenas os servidores efetivos que estão dando conta sem problemas da pequena escola estadual.
 
O caso dessa escola no Valentina é simbólico e aponta pra uma discussão. Ninguém vai, claro, comemorar a exoneração de ninguém. Fica evidente, tomando como base a escola do Valentina, que o Estado não precisava desse pessoal.
 
E se não precisava o tal emprego não passava de uma mera fantasia. Ele existia pra quem ganhava o salário. Mas não para o Poder Público e suas necessidades. Foi inventado. E se foi inventado não pode, dentro dos princípios morais, ser sustentado.

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