2012: A campanha dos sobrenomes
Nenhum peemedebista será candidato a prefeito de João Pessoa sem a benção de José Maranhão. Como nenhum nome da oposição em Campina Grande será candidato sem a benção do ex-governador Cássio Cunha Lima.
Assim, pela lógica, e recorrendo a simples silogismo, o candidato do PMDB de João Pessoa será, teoricamente, escolhido por Maranhão, e do PSDB de Campina Grande, por Cássio.
Na Capital, por causa disso, o nome do deputado federal Benjamim Maranhão ganha força na disputa interna dentro da legenda. Alguém pode dizer que a preço de hoje ele é o nomes menos competitivo.
Mas concordem comigo: nenhum peemedebista será “competitivo” se não tiver o apoio direto do ex-governador Maranhão. Em outras palavras, quem for apoiado por Maranhão terá a força necessária para se colocar na disputa.
A memória das coisas mais recentes lembrará ainda que Maranhão tem, em parte, uma dívida com o sobrinho. Tirou-o da disputa pela deputado federal em 2006 e não conseguiu emplaca-lo como vice-prefeito de Ricardo Coutinho em 2008.
Nas contas de Wilma Maranhão, irmã do ex-governador e mãe de “Beijinha”, Maranhão deveria pagar essa conta agora em 2012, usando o resto de força política que possui em favor da família.
Se não fizer isso agora, não fará mais nunca. A lógica, resguardada as devidas proporções, é igual a de Diogo Cunha Lima em Campina Grande. O filho do ex-governador, diferentemente de Benjamim Maranhão, nunca nem mandato exerceu.
O que vale, neste caso, é o sobrenome e não o candidato em si. A regra poderá ser adotada para Benjamim Maranhão.
O que poderá reeditar em 2012 uma campanha dos sobrenomes. E a perpetuação de uma história que parece não ter fim.

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