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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Bagunçou geral

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 Meus amigos, cheguei do sertão, lá dos longes de Sousa, e vi coisas de arrepiar. O Núcleo de Saúde foi depenado. Levaram tudo, até as seringas descartáveis. Estão começando do zero, como se a cidade de Sousa fosse um pardieiro perdido no mais longínquo dos desertos, onde somente agora o progresso botasse a cara por aquelas bandas. Abandono total, verdadeiro caos, coisa que só chamando a polícia para resolver. Depenaram o que puderam e o que não puderam depenar, quebraram. A atual diretora, nomeada às pressas por Ricardo Coutinho para botar ordem na casa, detectou também gratificações astronômicas, coisas de cinco mil reais para um aplicador de injeção sem eira nem beira, com qualificação de marchante de meio de feira.
Quando escutei os relatos, fiquei a me perguntar: Será que isso aconteceu também noutros recantos da Paraíba onde existe repartição estadual? Se aconteceu, então lascou foi tudo, o mago tá lascado em banda, sem jeito que dê jeito.
Conta-se histórias arrepiantes tendo como palco repartições na Capital. Numa delas, o motorista da manda chuva ganhava um salário básico de 500 e uma gratificação de 3.000. Isso mesmo, 3.500 reais para dirigir o caro da chefa e, dizem, dedurar os que não fossem votar no esquema. O cabra estava tão feliz que até engordar, engordou. Era visto com a pança avantajada passeando pelos corredores da repartição, metendo medo nos vigias, nas copeiras, nas serventes e até mesmo naqueles que tinham projeção funcional e não dispunham de estabilidade.
Mas eu pensava que a coisa se restringia a João Pessoa. Hoje vejo que foi estadualizada. Pelo menos em Sousa, num pequeno e rápido contato, soube da bagunça na saúde.
Passei pela Regional de Ensino, aquela que em priscas eras hospedava funcionários públicos em demanda do sertão, e vi as paredes sem reboco, o mofo comendo no centro, o lixo tomando de conta. E fiquei a imaginar como não estarão os bens públicos localizados em rincões mais distantes, onde a vista não alcança e o transporte pouco chega.
ALDEONE
O vereador Aldeone Abrantes abria as baterias em Sousa contra o que ele chama de ingratidão do Governo para com ele. Falando ao radialista Adhemar Nonato, Abrantes se queixava do fato de ser procurado e necessário apenas para fazer comício, mas na hora do bem bom, alegam que ele é polêmico e lhe negam pão e água.
Abrantes quer emplacar a mulher como diretora da Regional de Ensino.
ÁGUA
Água, muita água, verde de encher os olhos e fartura no sertão é que se encontra. Em Juazeirinho,terra sem muita safra, comprei feijão verde do rajadinho, caroço grande, um colosso de produto, a três molhos por 10 reais. O rapaz falou que caminhões de Campina estão vindo em filas comprar feijão verde na região.
POMBAL
A prefeita de Pombal não está bem na fita. Pelo menos é o que se depreende escutando os discursos dos vereadores da oposição, transmitidos ao vivo direto da Câmara por uma emissora local.
Dei boas risadas ouvindo os discursos.

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