Debaixo do tapete
Desequilibrou o caixa - gastando mais do que arrecadava -, inflou a folha de servidores - inserindo a Paraíba na lista negra dos estados que descumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal – e quando se pensava que já havíamos visto o fundo do poço, descobre-se agora que promoveu uma farra de gratificações junto a apadrinhados políticos, criando o mensalão made in Paraíba.
A conta paga pelo contribuinte era de R$ 1,5 milhão mensais – dinheiro que engordava contracheques de aproximadamente 200 pessoas, indicadas pela base política do ex-governador.
Na ponta do lápis, o cálculo mostra que essa brincadeira de Maranhão em ser generoso com os aliados tinha um custo médio per capita de R$ 7,5 mil por mês.
Seus fieis escudeiros – claro - desqualificam as denúncias e dizem que o mensalão tem por objetivo erguer cortina de fumaça sobre a crise que teria sido instalada a partir das demissões de comissionados e prestadores de serviço.
O dedo que acionou a artilharia pesada, aliás, é do deputado Tião Gomes, o temido, que ao fazê-lo fez uma surpreendente confissão: ele próprio era beneficiado através de gratificações pagas a esposa e filha.
Não se sabe se por temor de que seu nome figurasse em alguma lista mais adiante, ou mesmo por consciência pesada, o fato é que, fazendo o mea culpa, o deputado deu mais credibilidade às denúncias.
Figurativamente, Tião Gomes levantou o tapete e quer que, agora, uma Comissão Parlamentar de Inquérito termine o serviço – idéia que, pelo menos neste primeiro momento, os aliados de Maranhão apóiam.
Resumindo a história, fica como moral possível a noção de que, independente das intenções que envolvem o acionamento do ventilador sobre este lixo, o fato é que exala podridão e precisa ser seriamente investigado.

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