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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A promessa que sustenta: silêncio público dos servidores é sinal de esperança no retorno dos benefícios


O último dia 4 trouxe na prática o cenário que o governo nunca escondeu: corte nos gastos com a folha de pessoal. Numa folha que consome 55% da receita do Estado, cuja redução foi pautada pelo TCE e pelo MP, surpresa seria que os gastos fossem maiores.
 
Claro que a realidade supera o anúncio. Dizer causa menos dor do que fazer. 
 
O governo disse que iria exonerar não efetivos para enquadrar-se à LRF e cortar gratificações para corrigir distorções que permitiam acréscimos de R$ 5 mil no salário de quem não sabia sequer onde trabalhava.
 
Até aí era tudo era receio. Agora, é realidade. Dura pra quem paga conta, mas é realidade. Hora, talvez, de acreditar no que o governo diz. Seja coisa boa, seja coisa ruim.
 
Como o que deve estar acontecendo agora, pós dia 4 de fevereiro. O secretário de Administração do Estado, Gilberto Carneiro, já deixou claro: as gratificações serão repostas a partir e mediante o trabalho e a importância do trabalho de cada servidor.
 
Os prestadores de serviço exonerados ou que não receberam em janeiro serão convocados a partir de um recadastramento que o Estado vai fazer (cerca de nove mil somente na Educação). Claro, é é bom que se diga, que nada será comparado ao que foi feito durante a campanha.
 
Apesar da revolta pessoal e coletiva, a maioria dos servidores acredita, aposta e tem esperanças no que o governo diz, especialmente os que tem mais tempo de serviço.
 
A prova pra isso está na revolta contida dos que tiveram os contra-cheques atingidos. Nos corredores e nas esquinas, os servidores reclamam. Mas a maioria dos servidores nem pensa em mostrar a cara. Por uma razão simples: acreditam no retorno das gratificações e dos empregos.
 
O governo, claro, não poderá decepcioná-los.

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