Antecipação do Décimo para servidor: começo do fim da crise?
O anúncio da antecipação do pagamento do décimo terceiro para os 110 mil servidores estaduais veio carregado de simbologia.
O principal deles já inspira uma pergunta: estaria a atual gestão perto de espantar a tão propalada crise financeira?
Perto ou não, o fato é que assegurar R$ 110 milhões pra pagar metade do décimo para o servidor já no meio do ano é um sinal de que o governo do Estado parecer começar a organizar-se financeiramente.
Bom, se estiver sentado no dinheiro, é bom que o governo comece a liberá-lo mesmo para superar a fase conflituosa com o funcionalismo para tentar iniciar um período de relações mais amistosas.
O curioso é que o gesto positivo só foi possível em função de posturas mais rígidas, que garantiram a economia necessária para o Estado poder, antes do São João, pagar R$ 110 milhões para o servidor.
Os cortes nas gratificações, exoneração de prestadores de serviço, bem como a negativa de reajustes salariais mexeram com a imagem do governo, mas, por outro lado, já garantiram a redução de 4% do gasto da receita com folha de pessoal.
Claro que não se pode ficar apenas na antecipação do décimo, mas em possibilidade concretar de repor perdar salariais do funcionalismo, bem como reservar recursos, especialmente, para investimentos em obras e ações.
De toda forma, é perceptível que o governo Ricardo Coutinho, apesar dos conflitos registrados e da rigidez financeira, começa a vislumbrar uma luz no final do túnel.
E essa luz somente se alcançará conseguindo assegurar resultados positivos, como antecipar o décimo antes do São João, para justificar os gestos negativos.
O povo entende essa lógica.
Curtas
Por onde andará Rodrigo Soares?
O presidente do PT da Paraíba, ex-deputado Rodrigo Soares, tem andando sumido. Dá até pra acreditar na história de que ele pediu um tempo pra aderir ao governo Ricardo Coutinho a fim de evitar que a antecipação o desmoralizasse.
Falta de transparência
A oposição em Campina Grande está reclamando da omissão de dados no Tribunal de Contas do Estado sobre a gestão do prefeito Veneziano Vital do Rego. Teria Vené atingido o “Sigilo Absoluto” antes mesmo do governo Dilma?

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